Hoje
Fevereiro 9, 2010
Hoje, choro quase todo dia.
O nó que eu levo na garganta hoje é muito mais apertado
Do que o nó que eu pensava que era apertado
Da vida de advogado que eu evitei.
Por que eu quis ser um trabalhador? Não poderia querer ser patrão?
Não posso levar os meus pais para tomar um banho de mar
Porque não quis a mentira,
Não quis calçar botas,
Não quis vender meu nome.
Gênio
Novembro 24, 2008
Distante
Outubro 6, 2008
Ó diário perdido, como fui esquecer-me de ti! Debaixo de um monte de livros, de páginas offset cobertas de poeira! Será assim o como lidarei contigo… hoje abandonado, amanhã, inútil!
Carta a um amigo campineiro
Dezembro 13, 2007
Querido amigo, é mais tarde do que supões.
Quando nos encontramos hoje e você me perguntou sobre arte eu não sabia mesmo o que dizer, afinal, não sou nenhum Rilke. Eu mesmo estou começando e, se não fizer nada legal logo logo vou virar uma pária por aqui. É, camarada, porque eu circulo entre os grandes e estou montado nos ombros. Todos saem dizendo por aí que eu sou escritor mas não é mesmo verdade. Já imaginou, cara? É verdade que eu li uns livros sim e que falo com fluência, mas ser escritor para mim é uma meta, não um fato. Mais: não tenho nada nas mãos para publicar agora… um livro, talvez, editado em vida ou na morte, seria mesmo para mim o suficiente. Se você tivesse um livro meu nas mãos, cara, faria o quê com esse livro? Por que o leria? Para quê ler o que um cara como eu escreve?
Mas voltando ao que você me perguntava… sim, é necessário ter ambição, sim, é necessário ter gênio. Mas isso são valores morais, mais do que valores artísticos; dependem do caráter, e o que alguém tem mesmo que ter para ser um escritor é um belo de um caráter. E o que dizer. Não vou, não posso… não quero escrever pra repetir ninguém. Não quero que me encontrem em nada, em ninguém… E não quero que pense como eu, porque isso de influência são idéias negativas, que desmontam ao invés de montar. Arte é um jogo de montar, cara. O duro é saber bem encaixar o que com o qual.
Por enquanto posso te dizer pra nunca esquecer de pegar uma flor no chão. Porque se a vida é curta a primavera é mais curta ainda, desaparece como um vento encanado. Pode parecer incômoda, vulgar até quando a vivemos, mas a lembrança que traz uma memória jovial pode aquecer o teu coração no inverno. Eu me lembro sempre de uma flor que colhi, de um café que tomei, de um papo que tive com um amigo por aí. A vida é feita disso. E nunca use o seu tempo para agredir ou difamar alguém, sobretudo se ele fizer o que você faz e for bom. É impossível comparar-se com alguém, amigo, você pode se comparar consigo mesmo no máximo.
Mas escreva um livro e, se você não for bom, abra um blog.
Demorei?
Dezembro 6, 2007
Imerso em mim, no trabalho, em livros dos outros mas não no meu. Me dou ao luxo por enquanto, afinal, estou aqui sozinho: as estatísticas do WordPress registraram incríveis 3 visitas. UHUUU!
No final das contas dá mais ou menos na mesma: a vida não é registrar ISBNs. Mas vou com calma, quieto, num papelzinho aqui, na internet acolá, experimentando texturas.
Primeiro post
Novembro 26, 2007
Fui desafiado por Luiz Felipe Leprevost a manter um blog, ou melhor, fui eu que o desafiei. Ele disse então que eu não podia admoestá-lo daquela forma, já que eu não tinha nenhum. Bem, este é o meu blog daqui pra frente.
Amanhã posto alguma coisa, interessante ou não, hoje não tenho o menor saco… Valeu, Leprê, você é padrinho desta merda.
